Surpresas, ação, política e até uma inesperada dose de romance ilustram a volta da série global
Assim, o primeiro ano da produção seguiu por caminhos esburacados, sempre lembrando de fazer sobreviver uma mínima esperança, sobretudo através da relação entre os médicos. Essa dureza toda pode ter chamado a atenção da equipe criativa, que tem no texto de Lucas Paraizo, o roteirista principal, a ferramenta maior para tornar aquele mundo crível para quem o vive dentro da própria rotina. Sob Pressão voltou para seu segundo ano com a mesma gana de ser “real”, mas nos surpreendendo com um inesperado teor romântico. Foi como se no meio do ácido houvesse caído uma discreta gota de açúcar. Pelo menos pela estreia, já deu para notar que foi uma boa decisão.
O roteiro do primeiro episódio começa com um teor político bem condizente com o momento. O hospital “ganha” uma ambulância nova e o candidato que “doou” está fazendo questão de que todos saibam disso. Quem trabalha lá dentro já sabe que aquele é só um ato de demagogia, mas no final das contas a ambulância traz algum tipo de auxílio.
Da história paralela do homem cego que nunca tinha visto o rosto da namorada, passando pelo tiroteio e chegando até a relação dos protagonistas, que se fortaleceu por conta dos eventos da finale do ano anterior.
O resultado, enfim, foi excepcional. O que poderia parecer uma flexibilização perigosa da identidade da série, se tornou um alívio bem-vindo para uma audiência que precisa acreditar na possibilidade de um fim menos dolorido e mais terno. Há tanto pesar em volta que o carinho do roteiro funciona como um bálsamo.
A segunda temporada, que começa no dia 9, já está disponível na GloboPlay.