• 20/12/2018 - OS MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2018
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    OS MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2018

    AS BOAS MANEIRAS

    Durante muito tempo, o cinema de gênero permaneceu marginalizado, como se fosse algo de menor importância artística. Vamos reformular, pois isso ainda acontece, embora as coisas estejam melhorando bastante.

    Os cineastas Juliana Rojas e Marco Dutra nunca esconderam a predileção por esse tipo de cinema, ao contrário, escancararam influências em seus curtas e longas-metragens anteriores, inserindo pitadas de horror aqui, alimentando o suspense acolá, entre outros procedimentos sintomáticos dos exemplares que nutrem sua cinefilia.

    Pois, As Boas Maneiras, premiado no Festival de Locarno 2017, no Janela Internacional do Recife de 2017, no Festival Internacional de Cinema do Uruguai 2018, no Festival do Rio 2017 e no BAFICI 2018, é uma espécie de passo adiante de ambos no que tange ao cinema de gênero.

    O filme, horror clássico, recheado de referências que vão de congêneres a histórias de princesas, é protagonizado por Clara (Isabél Zuaa), contratada por Ana (Marjorie Estiano) para ajuda-la, sobretudo, por conta da iminência do nascimento do primeiro filho.

    Coisas estranhas começam a acontecer, a sanha da patroa por sangue sobressai nas escapadas noturnas, e o drama ganha tintas terríficas com mutilações animais e, posteriormente, o nascimento de um menino lobisomem.

    Além da técnica apurada, encarregada de criar o licantropo mirim de maneira convincente, os realizadores temperam a narrativa com componentes sociais consideráveis, fazendo de As Boas Maneiras, certamente, um dos melhores filmes brasileiros lançados comercialmente em 2018.

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  • 18/12/2018 - Melhor série de 2017, “Sob Pressão” manteve o posto com louvor em 2018
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    Melhor série de 2017, “Sob Pressão” manteve o posto com louvor em 2018

    Maior surpresa da Globo ano passado, “Sob Pressão” arrebatou telespectadores e crítica com a rotina dos médicos Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) em um hospital público. A série foi uma adaptação muito bem-sucedida da emissora, que pela primeira vez não dividiu o filme homônimo — baseado no livro de Márcio Maranhão (“Sob Pressão – A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro”) — em quatro ou cinco partes, como costuma fazer quando transforma um longa em seriado.

    Foram 11 episódios irretocáveis. Houve uma preocupação em seguir desenvolvendo a relação dos protagonistas —- que se casaram em uma cerimônia que não durou nem dois minutos porque logo foram chamados para um atendimento —-, emocionar com novos casos médicos importantes e expor um novo drama do sistema precário de saúde: a corrupção. Fernanda Torres e Humberto Carrão entraram para o elenco e seus personagens foram o retrato da podridão do país.

    Claro, em meio a tantas cenas fortes, Marjorie e Júlio brilharam ainda mais e mostraram novamente como essa série é bem protagonizada. Não dá para imaginar a história sem eles.

    Vale aplaudir também o trabalho impressionante na sequência da queda do ônibus do viaduto, após o disparo de um assaltante no motorista. Os efeitos especiais e a direção precisa fizeram toda a diferença. O mesmo vale para a cena do resgate de um paciente com obesidade mórbida de um apartamento por meio de um guindaste. Ficou visível que os investimentos na série aumentaram em virtude do sucesso. Sorte do público.

    E os dramas paralelos também se mostraram emocionantes, sempre concluídos com uma sensibilidade ímpar. Os avisos ao final de cada episódio seguiram como ótimos alertas, mesclando ficção e realidade com inteligência.
    “Sob Pressão” segue com uma qualidade inquestionável e pena que já tenha chegado ao fim. As 11 semanas passaram muito rápido.

    Fonte: De Olho nos Detalhes

  • 17/12/2018 - Temporada da série termina com o hospital em estado grave
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    Temporada da série termina com o hospital em estado grave

    O Macedão parece ter sido modernizado, mas o que ninguém imagina é que, na verdade, ele está em ruínas. No último episódio da segunda temporada de ‘Sob Pressão’, previsto para ser exibido na terça, dia 18, a chegada de dois pacientes mostra a ambiguidade na gestão de Renata (Fernanda Torres). Enquanto há equipamentos caros e máquinas de última geração, faltam materiais básicos essenciais para salvar vidas. E as consequências disso são trágicas para os médicos, pacientes, para Renata e também para o hospital público de Cascadura.

    Ainda com a falsa sensação de que mudanças positivas têm acontecido por ali, o neurocirurgião Rafael (Tatsu Carvalho) se impressiona com uma máquina de tomografia com contraste durante o atendimento a Tigre (Jackson Antunes), um lutador de boxe que participa de lutas clandestinas. Em contrapartida, na sala de cirurgia, a falta de um fio faz Henrique (Humberto Carrão) e Carolina (Marjorie Estiano) amputarem a perna de Leandro (Guilherme Gonzalez), um paciente lesionado após a queda de uma retroescavadeira no membro.

    Visivelmente abalado com o procedimento cirúrgico, Henrique começa a perceber o quanto o esquema de Renata é prejudicial à vida dos pacientes e enfrenta a gestora do hospital ao ser questionado sobre a cirurgia e a atitude tomada para salvar a vida do homem: “Louco eu tava quando entrei no seu esquema”. Renata entende que a situação está cada vez menos sob controle e faz novas ameaças ao emprego de Carolina. Mas a atitude não impede Henrique de revelar o que sabe aos colegas, que levam o caso à polícia, o que culmina em uma investigação no Macedão. Porém, a queda da diretora ainda parece estar longe de acontecer e não é ela quem recebe voz de prisão.
    Não percam!

    Fonte: Comunicação Globo

  • 16/12/2018 - Sob pressão leva o Troféu UOL TV de Melhor Série de 2018
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    Sob pressão leva o Troféu UOL TV de Melhor Série de 2018

    Num ano em que as séries se destacaram mais que as novelas, “Sob Pressão” foi a escolha vitoriosa do público na categoria com 36,15% dos votos. Nilson Xavier elogiou a série global pela originalidade. “É uma série que não tem nada a ver com o que é feito lá fora. É uma série com uma realidade nossa. Não é uma cópia. Não é para gringo ver”, disse.

    Veja o vídeo.

  • 15/12/2018 - As 10 maiores personalidades do cinema brasileiro neste ano
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    As 10 maiores personalidades do cinema brasileiro neste ano

    A nata da nata da sétima arte nacional neste ano.

    As ondas de representatividade que inundaram Hollywood nos últimos anos finalmente parecem ter chegado com força total à sétima arte brasileira.
    O cinema nacional foi agraciado em 2018 com a marca da diversidade.

    A tendência reflete-se diretamente na lista preparada pelos críticos do AdoroCinema para eleger as 10 maiores personalidades das telonas brasileiras — e, ocasionalmente, internacionais — dos últimos 12 meses.

    Com uma predominância feminina (dos 12 profissionais selecionados, 8 são mulheres), a compilação deste ano também aprofunda uma curva evolutiva que já podia ser identificada nas quatro edições anteriores do presente selecionado do AdoroCinema: se em 2017 não haviam negros em posição de destaque no nosso Top 10, agora as coisas mudaram de figura, com três mulheres negras na lista.

    Pulverizada entre filmes de diversos gêneros, as 10 grandes personalidades do cinema brasileiro vem de produções independentes e/ou marginais ao sistema.

    Marjorie Estiano:
    Enquanto Marjorie Estiano também poderia ser uma forte concorrente ao prêmio de maior número de aparições consistentes e relevantes nas telonas, a atriz debuta em nossa lista por outro motivo: a coragem de deixar os papéis convencionais para trás e se arriscar nas produções indie do cinema nacional. Assim, por mais que tenha feito parte de produções como Paraíso Perdido e Todo Clichê do Amor, Estiano repaginou sua carreira em As Boas Maneiras, o premiado e aclamado terror/conto de fadas da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra.

    Entregando uma das melhores performances de 2018 ao lado de Isabél Zuaa, a atriz demonstra que está mais do que disposta a explorar outras possibilidades e outros lados de seu talento, muito além do que o público cativo das novelas está acostumado a ver (RF).

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